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O conceito significativo da abstenção, o Voto classificativo como catalisador do retorno de poder ao público adormecido hipnoticamente, e a esperança nos “mass media”.

– Por Ricard Haesh

 

Significado de merda no seguinte contexto: - Não é um palavrão, é resultado do processo digestivo e refere-se às fezes expelidas por um organismo vivo(sociedade), usualmente expulsas do corpo (o que este texto pretende).

Antigamente, merda era utilizada na linguagem entre artistas de teatro para desejar boa-sorte.

 

Meus caros constituintes…

Estamos no século XXI, e ainda se usa o limitativo sistema de pelo menos dois séculos para trás. Só em Portugal somos 10 Milhões, e querem realmente fazer acreditar que de tantos, são apenas 4 ou 6 debaixo da alçada de um partido que são os melhores para cargos de primeiro-ministro, presidente!?

Vamos votar no melhor ou no “menos mau” dos que são sugeridos?

É suposto escolher-mos a partir de uma campanha de dias? Onde está currículos que atestem a competência?

Como ainda se pode acreditar num sistema que depende do apoio monetário para campanha (publicitária)?

Ora se escolhemos desta forma, aconteça o que acontecer a culpa será sempre dos populares que escolheram, perpetuando este sistema perverso, corrupto e violador da inocência do eleitor. Mas existem outros modelos de funcionamento simplesmente não é tão rentável aos que habitualmente delegamos o poder…

Estamos assim tão alienados e adormecidos, que não nos ocorra de exigir um voto classificativo, talvez bianual, de classificação dos diversos cargos políticos, de forma a atribui-lhes uma pontuação de  1 a 4, correspondendo o nível inferior, a prisão no mínimo, e apenas permitindo permanência na classificação máxima.

Será que assim, invés de chamarem ministros da mesma cor para ocupar as pastas, chamariam os melhores currículos para o efeito de forma a não terem problemas? Será que desta forma, sedentos de poder teriam coragem de tentar mexer com a vida do público? Será que desta forma não se candidataria apenas os corajosos com uma genuína vontade e capacidade perante as consequências por tal tentativa?

Se um ladrão, ou qualquer outro tipo fraudulento, que interfere apenas com um ou poucos mais de inocentes têm o direito a prisão, como é possível que alguém que interfere com milhões não tenha consequências ou desvantagens?

Não seria isto uma retoma de respeito pelo publico? Não seria isto uma forma de os por a trabalhar para o publico novamente? Não seria isto uma vantagem para o publico, face aos lobies e influencias externas que fazem os governantes temer mais de que sacrificar o publica?

 

Estamos à espera que apareça a sugestão na televisão?

Os média estão mais preocupados em captar audiência para venda de publicidade de que propriamente fazer um serviço informativo, o drama do assalto em qualquer lado, vende mais de que esclarecer e informar o publico. Como se justifica que uma televisão PUBLICA tenha a publicidade que tem? É um serviço publico, ou é um sistema comercial de influencia, sugestão, e até manipulação de conceitos, opiniões e vontades publicas? E nitidamente tem a sua própria agenda oculta do público.

E por isto, tenho sido chamado de anarquista.

Anarquista, não quer ordem, mas eu quero ordem, mas não uma ordem inferior, aparente, e ilusória de liberdade de escolha. Quero uma ordem superior onde interessa, no governo principalmente. Se isto é ser anarquista, então sou anarquista, e prefiro assim ser rotulado de que comer o prato de merda política que me oferecem a cada 4 anos, como se fosse o melhor que uma sociedade do sec.XXI consegue.

Também sou dos que ficam pela abstenção, que hipocritamente é chamado de meter a cabeça na areia, por campanha televisiva.

Mas será que ninguém percebe o significado revolucionário da abstenção?

Quando se vai votar num partido, representa 2 votos na realidade, um no partido assinalado com uma CRUZ que não deixa de ser eronico selecionar por riscar, e com uma cruz que carregaremos, e fazemos um outro voto por uso do sistema pelo facto de se ter apresentado para voto.

Por isso:

- Voto num partido = 2 votos (1-partidario + 1 no sistema tal como está) 

- Voto em branco = 1 votos (0-partidario + 1 no sistema tal como está) 

- Abstenção = 1 voto (0 partidário 1 -no ajuste ao sistema eleitoral, democrático e de representação).

 

No caso das ultimas eleições existiu praticamente 40% de abstenção, ou seja, isto dá maioria para um pedido URGENTE de revisão deste arcaico sistema! Uma saída da versão de democracia e tentar encontrar a versão Democracia 2.0

Essa abstenção não significa toda a gente foi à praia ou não saiu do sofá!!!!!!

Essa alienação significa simplesmente, que o sistema actual acabou, está no fim já não interessando e não servindo. Ou será que  alguém prescinde do que lhe serve? Se prescinde, então abram os olhos, pois significa que o sistema já não serve.

Direito cívico? Comer o actual prato de entulho não é um direito, é um sacrifício cívico, que somos levados acreditar que para além disto apenas existia a anarquia, ou ditadura. Esta mesma expressão foi usada na passagem da Monarquia para Democracia. Estamos a repetir a mesma expressão na mudança de sistema, que a televisão não irá apresentar a não ser que um novo sistema já esteja corrupto o suficiente para se colocar no prato do povo.

E todos foram ensinados a repetir e rápido responder que não votar, é fugir á responsabilidade, é uma obrigação e que assim outros dicidem nomseu lugar. Mas isto é uma treta, eles já foram escolhidos para nos dar uma ilusão de escolha que no fim nada de bom trará. Os partidos são como uma tripa, e seja lá qual for a cor da tripa, eu não quero comer do que dela saia, pois o percurso que essa coisa fez não pode dar bom resultado quando chega ao poder.  

 

Existem outros modelos, ENTRE OUTROS, tais como o projecto Vénus, o “Voto classificativo” como descrevo anteriormente  dando mais prioridade ao conforto do povo de que a lobies ou pressões externas ou de elites acima do poder governativo.

Existe sim outras soluções, que não interessam ao bicho governativo apresentar.

E se é necessário mais soluções, como sempre, não falta soluções amanha para os problemas de hoje, mas é hoje que precisamos delas e não podemos ignorar mais os factos do engano que isto a que chamam de democracia, tem sido o gozo de poucos à custa de muitos.  

 

Uma vez as televisões estão presas a interesses de elites, que ocorra (por favor) na cabeça dos jornalistas/redactores: - Que são eles que fazem as noticias e que o povo segue e os apoia para começarem a serem o que afirmam, em vez de serem apenas repetidores de outros repetidores. O que na realidade tem estado a fazer e a dizer é: - Boa tarde publico, vou fazer-me entendido nisto e repetir-vos exactamente o que me disseram a mim para vos dizer a vocês, porque não sei mais e como informador publico e representante dos interesses públicos, contentei-me com esta porcaria de explicação que obtive e que repito!!!

Porque não passam na ditadora TV o filme-documentario Zeitgeist, que teve mais audiências na net que o melhor programa das TV’s nacionais, bem como outros.

 

Fazer acreditar que alterar o paradigma actual é anarquismo ou que se cai na ditadura, é criar o medo de sair do que está estabelecido e que é confortável para poucos para detrimento de muitos.

Se eliminarmos do nosso conceito que abstenção é um sinal, e um grito do publico a dizer que já não alinha mais nesta merda com séculos e que continuamos a consumir como robots programados.

 

Diz-se que isto é uma sociedade livre, nada que seja livre precisa de se assumir como tal. Apenas o é.

Só existe a necessidade de se reafirmar a liberdade para nós convencermos do mesmo, porque se realmente fossemos livres, nem falaríamos. Dizer que vivemos com liberdade era um absurdo como andarmos para aí dizer-se que o mundo é redondo.

Desde os primórdios dos tempos, que os governantes sabem o que um “grande” imperador romano tornou como sua frase celebre: “ Ao povo só não pode faltar o pão e o circo… o povo esquece e ignora todo o resto”

Em Portugal, o circo são os 3 F´s = Futebol, Fátima, Fado (telenovelas).

Atentos ao circo, abandonamos o poder ao regedor local, que passou o poder ao distrital, que passou o poder ao nacional que delegou ao europeu, e agora se quisermos novo 25 de Abril, tem de ser a nível Europeu, e ninguém deu por isso, aposto que ninguém se apercebeu realmente o que era o tratado de Lisboa. Tratado que os resistentes dos Irlandeses bateram com o pé, mas os poderes superiores não satisfeitos prometeram fazer referendos até estes dizerem que sim, aposto que se fosse para nos manterem menos controlados, nem um referendo faziam!

 

Estas ideias parecem de um doido? É inevitável, na história está cheia de loucos da sua altura que são considerados agora génios por terem pensado diferente… lembrai Galileu, só que neste momento em vez de se gritar que a Terra é redonda, grite-se estamos quadrados e o rei vai nú!

Sinto-me no século XVIII a chamar atenção para a eventual invenção do telemóvel, mas como dizia Luther King “ Isto para quando?... Nunca tempo de mais”. Acredito que será sempre bem-vindo.

 

O máximo que podem fazer é ridicularizar-me por este texto, a sociedade doente como está pode ser ridicularizada por muito mais e por fazer muito menos.

Não é sinal de saúde ou de sanidade, estar-se ajustados a uma sociedade que está profundamente DOENTE e ignorante! (Ignorante significa alguém que deliberadamente escolhe ignorar como opção)

 

 

 

 

 

 

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